
Meu passado
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13h29
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Tu que, como uma punhalada,
Em meu coração penetraste,
Tu que, qual furiosa manada
De demônios, ardente, ousaste,
De meu espírito humilhado,
Fazer teu leito e possessão
- Infame à qual estou atado
Como o galé ao seu grilhão,
Como ao baralho o jogador,
Como à carniça ao parasita,
Como à garrafa ao bebedor
- Maldita sejas tu, maldita!
Supliquei ao gládio veloz
Que a liberdade me alcançasse,
E ao veneno, pérfido algoz,
Que a covardia me amparasse.
Ai de mim! Com mofa e desdém,
Ambos me disseram então:
"Digno não és de que ninguém
Jamais te arranque a escravidão,
Imbecil! - se de teu retiro
Te libertássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!
by:Charles Baudelaire
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12h53
Onde?....
Estou me afogando em depressão.
E onde está? A pessoa que dizem que criou este mundo.
Tenho gritado dentro de mim mesma,
Tenho chamado o nome dele.
Para encontrar um abrando para o meu coração
Mas não escuto nada...
Nenhuma voz...
Apenas um suave silêncio...
Que aos poucos vai me consumindo.
Não agüento mais.
O vazio é muito grande.
Se você existe, por que não fala comigo?
O meu coração, o meu corpo, minha alma...
Tem sido tomados por uma força oculta, ao qual não posso explicar.
No meu rosto estão fluindo lágrimas de agonia.
E aos poucos estou me desfazendo.
Caindo, Caindo, cada vez mais.
Um corpo ensangüentado?
Semelhante ao meu...
Pessoas vestidas de negro, com uma expressam de tristeza...
Quem são vocês?
Por que estão me pegando pelos braços?
Para onde estão me levando?
Onde está você agora criador do céu e da Terra.
Vê onde estou?
Essa é a realidade...
Você não existe...
Estou no lugar onde a aflição já não é mais penalidade.
Onde os anjos Caem.
Onde eu ouço varias vozes chamando o meu nome ao mesmo tempo.
Algo que precisei quando ainda fazia parte do inútil mundo dos mortais...
Agora posso sentir a solidão, como algo agradável aos meus olhos.
Sangue, Dor, Sofrimento, agonia...
Palavras que resumem que estou no Inferno
E então grande homem, a qual o chamam de Deus...
Onde estavas...
Quando eu precisei de você?
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13h39
A MORTE
Oh! que doce tristeza e que ternura
No olhar ansioso, aflito dos que morrem...
De que âncoras profundas se socorrem
Os que penetram nessa noite escura!
Da vida aos frios véus da sepultura
Vagos momentos trêmulos decorrem...
E dos olhos as lágrimas escorrem
Como faróis da humana Desventura.
Descem então aos golfos congelados
Os que na terra vagam suspirando,
Com os velhos corações tantalizados.
Tudo negro e sinistro vai rolando
Báratro a baixo, aos ecos soluçados
Do vendaval da Morte ondeando, uivando...
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17h45